Queria mostrar, mas já sei
é como sempre foi..
Não mostro porque não vê o cuidado de meus olhos
Não quer ver o tamanho progresso
entender como chegamos até aqui
E assim deixamos, 
E assim ficam
-
nossas dores, 
Porque você não escuta
quer optar, impor, meter
o conjunto sob sua capa 
definida 
Sem meu participar
sem me compreender

se as formas tivessem a forma que se vê
se a forma fosse como se deve viver
a melódica limitação da forma que limita sua ilimitada mente
Sua visão, que engana o nervo interno sobre o que realmente é externo
A ideia que caminha sola, no mar salgado da incompreensão
Quando a crença distorce e contorna sobre a inexatidão da palavra, do pregar
Pro outro, sobre o outro ser do que se fala, do que se é
Do conhecimento que tenta a paz
De unir, mesclar, juntar o monte
pequeno meio ao ambiente,
gigante
Daquilo que não se entende, nem se fala
Mas aflige, atinge
-
Da culpa que existe, 
De todas as partes
e do inconsciente nasce 
A Guerra!
a desunião existe, 
Da falta..
de conhecer, querer, fazer 
Um grande monte, ao lado de um gigante
ambiente
Junto, um conjunto, um monte pequeno
De grandes seres

The Night of the Hunter 1955






















E na fúria dos homens seus olhos se abriram
De arrependimento
pelo que creram por tanto tempo, 
A raiva era de si 
por estarem há tanto cegos
Por se deixarem 
ser
Se influenciarem 
Pelo aquilo que de nada lhe serve, nada
te traz, 
Pelo vazio do escuro
a imensidão que ficaram
no abismo fundo
Sua raiva era consigo
por terem esquecido
por tanto tempo 
do valor do que a matéria não compra
só inveja
E o pequeno não entende!
o quão difícil são as 
coisas maduras, modernas, adultas, 
o quão grande
Incrível,
-
Vivem todos repletos de adereços que só mascaram
o mal e apagam o bem
! Adornos que iludem,
enganam os seres 
que insistentemente tentam fazer 
todos esquecerem..
Do que realmente importa
A criança não vê, o que suja mesmo a roupa
O melhor sabão pra comprar, usar
ela não se interessa
ela não quer saber!
-
Quão difícil é esse mundo
Quão grande são 
Incríveis,
Não vê a escuridão em que se meteram
não viveu tanto 
frente tanta poeira como eles
Ela ainda vê
luzes
vê o claro, 
gosta de pular
O assovio ainda impressiona, 
sem explicar 
é alegre!
o mero ato de brincar
de brindar

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